lia_rizzo
Sep 4
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O #Chile decide hoje se aprova a primeira versão, daquela que deve se tornar a primeira Constituição sob a perspectiva de gênero e, em menor escala, mas ainda em um claro avanço, em maior conformidade com as condições de outros grupos minorizados.
É um momento histórico em muitos aspectos, não somente pelo inédito da questão. Lá no tiquitóqui (e aqui no stories) compartilhei uma entrevista que fiz e editei em meados de 2021, quando o país se preparava para votar a equipe constituinte, também paritária, que faria a revisão e redação da legislação do país. Aqui, listo algumas questões para entendermos a dimensão da revolução que o pequeno país tem representado para a história política mundial.
1) O Chile foi o último país da América Latina a se despedir de uma duríssima ditadura, em 90, quando todos os vizinhos já haviam reconquistado o direito à democracia. E, também ou talvez por isso, conheceu mais cedo as dificuldades de uma sociedade radicalmente dividida e polarizada.
2) A nova constituição foi possível graças, em grande parte, à união de muitas mulheres. As feministas, as que não se reconheciam no movimento, as de esquerda, centro e direita. Cada uma na sua, mas todas por todas. Não há outro caminho.
3) A equipe constituinte eleita foi a primeira em que mulheres precisaram ceder espaço para homens, pois foram maioria entre candidatos votados.
4) Mulheres candidatas tiveram seus gastos com cuidado, enquanto em campanha, reconhecidos como gasto de campanha. E esta é, para mim, das mais enormes conquistas.
Por fim, longe de ser um processo ou legislação perfeitos, ainda assim é o mais próximo do grande episódio histórico onde o direito à igualdade poderá ser garantido por lei. Um marco dos ventos da esperança, soprando de novo e mais forte, para o mundo, a partir da nossa América Latina.
Então, de novo, não deixem de assistir a entrevista que fiz e recomendo :)
#apruebo #nuevaconstitución
#womenrights
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