luizzerbini
Jul 27
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“Desde 2008, Zerbini realiza, na maioria de suas exposições, instalações, muitas vezes sobre mesas ou plataformas de madeira, com plantas, ossos, areia, entre outros vestígios que o artista recolhe da natureza. Montados como gabinete de curiosidades, esses trabalhos ajudam a explicar os objetos de interesse do artista que aparecem constantemente nas pinturas. Inspirado pelo trabalho de artistas, cientistas e naturalistas viajantes, Zerbini considera essas instalações como uma tradução especializada do seu processo pictórico, um inventário de formas e de seu vocabulário afetivo, organizando elementos tão díspares através da cor e da geometria. ‘As mesas são pinturas tridimensionais’, comentou. No MASP, o artista ocupa as duas vitrines do segundo subsolo, projeto da arquiteta Lina Bo Bardi que decorre da Vitrine das formas (1950), desenvolvido ainda na primeira sede do museu na rua Sete de abril. O dispositivo foi pensado pela arquiteta como uma espécie de aquário de formas, que não impõe lógica ou hierarquia aos objetos em exposição, despindo os seus significados para enfatizar suas qualidades formais e seus significados culturais. A ideia era provocar uma atmosfera que estimule no visitante a compreensão e comparação dos diversos sentidos presentes nos objetos, sejam eles formais, sociais ou utilitários. Na vitrine próxima ao restaurante, Zerbini instala uma enorme raiz de filodendros seca e fumigada, que brotou originalmente em uma das entradas do seu atelier, no Rio de Janeiro. Já a vitrine mais próxima a biblioteca, vê-se o que o Zerbini chama de ‘jóias da floresta’: arranjos de formas, ossos, plantas, insetos, dispostos sobre caixas de eletrônicos, porta-jóias e algumas caixinhas embaladas por monotipias realizadas pelo artista.”
A exposição “A mesma história nunca é a mesma” fica em cartaz até o próximo domingo, 31 de julho.
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