galerialume
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A obra de Florian Raiss começa com o desenho, para em seguida ganhar o espaço: "O desenho me levou à escultura, que surgiu como uma necessidade, como uma vontade de materializar figuras que eu tinha em mente." Para seus trabalhos tridimensionais, Raiss lança mão de diversos materiais, como bronze, argila policromada e baixo esmalte. Tanto no desenho quanto na escultura, estão presentes os homens quadrúpedes, a temática erótica, a figuração inscrita numa certa atmosfera fantástica ou bizarra. A historiadora da arte Aracy Amaral (1930) aponta um realismo doce, de clima insinuantemente perverso, nos personagens monstruosos de Florian Raiss. O curador Emanoel Araújo (1940), por sua vez, enxerga nessas mesmas personagens animalescas sugestões do homem e dos seus desejos mais profundos e obscuros. Já o crítico Fernando Oliva identifica na obra de Raiss um dos assuntos por excelência da escultura barroca: o embate civilização versus natureza. E, ainda, a imposição da cultura versus a resistência do primitivo; a disputa entre a necessidade de contenção, de um lado, e o desejo animal e incontrolável, de outro. A produção de Raiss é marcada pela possibilidade do surgimento inesperado do fantástico, na qual é impossível isolar tanto o real do imaginário, quanto o passado do presente. Disso decorrem não somente os seres fantásticos, mas também a evocação da arte grega em desenhos e peças feitas com baixo esmalte.
Florian Raiss
Série Rostos, 2005
Nanquim e guache sobre papel
China Ink and gouache on paper
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